Aceita um comprimido? – Cuidando do Templo

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Quem nunca tomou uma medicação por conta própria? Mas será que pensam nos riscos que essa prática pode oferecer? Ou as doenças que ela pode agravar?

A automedicação é uma prática muito difundida no nosso país, segundo estatísticas do SINITOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), desde o ano de 1994, o principal agente causador de intoxicações em seres humanos são as medicações. Entre as classes medicamentosas mais utilizadas estão: analgésicos, descongestionantes nasais, antiinflamatórios e antibióticos.

Segundo Paracelso (1493-1541) o que diferencia um veneno de um remédio é a dose correta. Por isso um medicamento deve ter uma indicação precisa, ser utilizado pela via adequada (oral, intramuscular, endovenosa…) e na dose correta. Também deve ser observado o uso concomitante de mais de uma medicação, que pode gerar a tão conhecida interação medicamentosa, causando efeitos indesejáveis como a redução da eficácia de uma das drogas ou aumento desta, bem como elevar os riscos de danos a órgãos como os rins ou o fígado. Como exemplo, podemos citar o Paracetamol, que interagindo com Nimesulida, pode ocasionar ou potencializar doenças renais ou hepáticas.

b 197Até mesmo o uso por conta própria de medicações tidas como inofensivas, como é o caso da Dipirona, podem levar a alterações fisiológicas quando utilizada de forma indiscriminada, no da droga acima descrita à redução das células de defesa presente no sangue.

Um dos riscos prováveis da automedicação é a de mascarar uma doença e dificultar o seu diagnóstico. A apendicite aguda pode iniciar com poucos sintomas, quando o paciente toma antibiótico há uma aparentemente melhora, mas dias depois pode evoluir para um abdome agudo, quadro bem mais grave, fruto de um errôneo tratamento. Outro exemplo é a da dor epigástrica (na região do estômago), que pode ser aliviada com o uso de antiácidos, porém pode retardar o diagnóstico de câncer de estômago.

Um assunto de grande destaque quando desse tema é a da resistência bacteriana.

Muitas doenças que antes eram curadas com um tipo de antibiótico hoje não são mais, pois seu agente causador tornou-se resistente a ele. Isso é, em parte, consequência do uso equivocado de antibióticos, por erro na dosagem e nem a quantidade certa de dias, ou por diversas vezes pela inexistência da indicação do seu uso.

Esse é um tema muito vasto, cabe resaltar que para combater a automedicação é necessário que a população se conscientize dos riscos e procure um profissional habilitado, que possa ajudar com segurança. Além disso, campanhas e fiscalização adequada são fundamentais.

Efeito Colateral (Apenas Texto)

 

Soli deo gloria

Fonte: Automedicação. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.47 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2001

Perfil da Automedicação no Brasil. Rev. Saúde Pública, 31 (1), 1997

Imagens: Google

 

AUTOR (A)

Emanuela Reis

Acadêmica de medicina, 21 anos, membro do corpo de Cristo, Igreja Batista da Glória em Teresina. Sou colunista do Cuidando do Templo e desejo ardentemente viver toda a minha vida para glorificar a Deus e desfrutá-la eternamente.

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