Conhecendo o Rei: A sua paciência nos ensina a esperar

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“E o SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, contudo adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses, e amem os bolos de uvas.
2 E comprei-a para mim por quinze peças de prata, e um ômer, e meio ômer de cevada;
3 E ele lhe disse: Tu ficarás comigo muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem; assim também eu esperarei por ti.
4 Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim.
5 Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao Senhor, e à sua bondade, no fim dos dias.”
Oséias 3

O profeta Oséias vivia no seu casamento algo semelhante ao que o Senhor estava passando com o povo de Israel: a sua esposa estava sendo adúltera, assim como o povo adulterava espiritualmente.

O capítulo 3 retrata o Senhor ordenando Oséias a comprar sua esposa e voltar a viver com ela, pacientemente. Paralelo a isso, Deus compara o episódio a sua plena longanimidade para com os filhos de Israel. Visto isso, tratamos hoje de uma das características mais consequentes do amor de Deus por nós: a sua paciência.

No texto de Oséias 3, vemos uma incrível declaração do Senhor por nós, quando afirma que “ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses”. Ao ler esse texto, reflito no quão bom e paciente Deus é, perante à inconstância do homem.
No mundo pós-moderno em que vivemos hoje, é muito fácil nos deixarmos influenciar e quando menos esperamos, estamos traindo o amor de Deus, servindo outros deuses, amando outras coisas e sendo o que não precisamos ser. Coisas pequenas que nos afastam do Senhor e estas que, não são necessariamente exclusivas de cristãos frágeis na fé; se tratam também de pecados ocultos, pequenas falhas no nosso caráter que precisam ser tratados.
Tratar o coração de um homem, restaurar o interior e moldar o caráter não é fácil, exige tempo e paciência e o Senhor usa de muitas maneiras para fazer isso. Ao mesmo tempo, todas giram em torno de um propósito: nos fazer reconhecer quem realmente somos.
No versículo 4 do capítulo, vemos que Deus deixaria o povo durante muito tempo sem líderes, sem sacrifícios, sem as coisas que lhes eram necessárias para adorá-lo. Também os deixariam sem os ídolos. Assim, o povo se via sem mais nada e se encontrava num estado de pobreza espiritual em que a única saída seria reconhecer a dependência de Deus e então, como afirma no versículo seguinte, eles voltariam para Ele e se aproximariam da Sua bondade.
Entender isso nos faz compreender o motivo de muitas vezes nos vermos em situações de lutas e aflições. Há momentos em que se faz necessário Deus nos tirar tudo o que temos para que possamos reconhecê-lo, para que possamos nos diminuir.

Deus é paciente o suficiente para nos moldar e nos tratar, leve o tempo que for. Assim, é também para nos mostrar que há um tempo certo para que todas as coisas aconteçam. É natural querermos que tudo aconteça num instante, mas o Senhor, com sua paciência, nos mostra que tudo precisa ser trabalhado nos mínimos detalhes, para que o resultado seja algo em perfeição.
Para atuarmos em certas áreas ministeriais, por exemplo, ou para atuarmos onde fomos chamados por Deus, precisamos de um coração santificado e purificado pelo Senhor, para isso, precisamos ser pacientes como Ele é.

Sem dúvida alguma, a paciência é fruto do amor de Deus por nós. Sejamos pacientes também e aprendamos a confiar nos seus caminhos.

Fiquem na paz de Yahweh!

AUTOR (A)

Rayanne C Antunes

18 anos, pernambucana, acadêmica de Engenharia, membro da Comunidade Cristã Evangélica, colunista do Servos de Jesus.

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